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 Georreferenciamentos dos relatórios gerados acerca do desastre de Mariana.

           O rompimento da barragem de rejeitos minerais de Fundão, situada em Mariana, e o galgamento da barragem de Santarém, em uma região de cabeceira da bacia hidrográfica do rio Doce, resultou em um desastre ambiental de grande magnitude e repercussão. No dia 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem liberou um volume estimado de 34 milhões de m³ de rejeitos de mineração, água e materiais utilizados em sua construção, causando diversos impactos socioeconômicos e ambientais na bacia do rio Doce (ANA, 2016).  Diante a esse fato nasceu o projeto de “Análise temporal da qualidade das águas e sedimentos superficiais em situações de degradação ambiental: o caso do rompimento da barragem de Fundão, Mariana, MG”, visando deixar mais claro os reais danos causados pela tragédia ocorrida, e assim contribuir de forma hábil no diagnóstico e prognóstico para a minimização dos impactos ambientais a curto, médio e longo prazo.

           Destaca-se que o estudo vem sendo realizado em etapas, e através do programa de bolsas de iniciação cientifica fornecida pela Universidade Federal de Juiz de Fora tendo como bolsista os alunos da Engenharia Ambiental e Sanitária: Maria Clara Pereira dos Santos e Higor Figueiredo Ribeiro; e orientadores: Otávio Eurico de Aquino Branco e Luiz Evaristo Dias Paiva. O conteúdo aqui presente faz parte do primeiro processo que constitui no levantamento de dados secundários que foram geoprocessados e agora encontram-se disponíveis no site do curso de Engenharia Sanitária e Ambiental - UFJF para que assim toda a comunidade possa ter acesso às informações compiladas na primeira etapa deste estudo, e melhor compreendam o contexto no qual o Rio Doce vem se apresentando.

            A realização de pesquisas no âmbito da qualidade das águas do Rio Doce e região são fundamentais, sendo assim, o controle da qualidade das águas é essencial para o equilíbrio ecológico aquático da região, assim como a água destinada ao uso da irrigação na lavoura e dessedentação animal é essencial para a proteção da saúde e o bem-estar tanto animal, quanto humano (CONAMA, 2005). Além disso, para que se consiga elaborar um inventário completo dos dados secundários referentes à tragédia é vital que façam parte do estudo parâmetros referentes a sedimentos, pois atrelados aos dados de qualidade das águas mostram um panorama real do rio Doce.            De acordo com Porto (2009) a determinação da poluição ambiental através dos sedimentos de fundo de rio é uma forma extremamente eficiente, pois acumulam espécies poluentes a partir da coluna d' água, devido às altas capacidades de fluxo e acumulação, onde as concentrações tornam-se várias ordens de grandeza maiores do que nas águas correspondentes. Nesse sentido, a baixo é possível ter acesso aos dados secundários geoprocessados referentes aos relatórios de qualidade das águas e sedimentos realizados pelos Órgãos Ambientais: Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM, Grupo Independente de Avaliação do Impacto Ambiental - GIAIA, SOS Mata Atlântica e RENOVA.

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